Monday, 26 July 2010

parece que já faz tanto tempo desde a nossa primeira risada a noite, desde a primeira idiotice engraçada que dissemos que marcou, desde a primeira tarde com chuva, desde a primeira vez que as lágrimas não me deixaram te enganar, desde o primeiro consolo vindo de você, desde a primeira vez que te vi como um porto seguro, desde o primeiro abraço sincero que recebi vindo dos seus braços, desde o primeiro segredo trocado entre nós, desde que eu senti sua necessidade em mim e o inverso. a alegria desses dias é uma lembrança turva e distante mas que pode me aquecer como se fosse hoje que eu estivesse vivendo com você ao meu lado, cuidando de mim. e há a dor. há a perda. há a saudade. se hão esses dias que me aquecem, hão os que me fazem chorar de agonia e gritar desesperadamente querendo a felicidade reinando novamente. esses dias, não só parecem mas são vividos agora. a sua distância, a sua troca, o seu abraço insincero, o seu vulgarizado amor, a sua saudade fingida, os seus sorrisos sarcásticos, a sua recusa; a sua perda de mim e a minha perda de você.
a saudade agora prevalecerá eternamente, pois não podemos viver o que já há muito está morto.

Wednesday, 21 July 2010

É ele a minha grande razão de viver. Se tudo perecesse, mas ele ficasse, eu continuaria a viver. E, se tudo permanecesse e ele fosse aniquilado, o mundo inteiro se tornaria uma coisa totalmente estranha. Eu não seria mais parte desse mundo


O morro dos ventos uivantes ♥

Friday, 9 July 2010

Antes de começar a escrever, eu fiquei pensando em uma maneira de passar para o papel tudo o que eu sinto, mas percebi que vai ser mais difícil do que eu pensei que seria, porque sentimentos vão muito além de palavras escritas em um pedaço de papel, embora mesmo assim eu vá tentar escrevê-las como se estivesse sentido-as. Algumas palavras são tão importantes quando ditas por uma pessoa, e tão desinteressantes quando ditas por outras; Sentimentos são sentidos, são transmitidos, são omitidos, ou não. Eu não estou falando apenas do Amor, mas do ódio, não apenas da intolerância, mas da compreensão, não apenas da tristeza, mas da felicidade... nem apenas do choro ou do riso, da importância e da insignificância, do que é suficiente e o que não é; De como uma coisa faz toda a diferença para alguém, e é indiferente para outras ao mesmo tempo, ou talvez do quanto alguém se importe, e o quanto alguém use do descaso, ou mesmo de quando você de decepciona, ou se surpreende com uma coisa boa. Simplesmente do quanto uma coisa pequena, pode valer muito mais do que uma coisa muito grande. Do quanto um abraço pode valer mais do que uma palavra, do quanto um olhar pode falar mais do que milhões delas;do quanto um momento de raiva lhe tornatão hostil, e um momento de tristeza lhe torna tão vulnerável. do quão melhor você se sente quando está sozinho, ou não; do quão mal você fica quando uma coisa ruim acontece, e do quão feliz você fica quando uma coisa boa acontece. Do quanto um gesto, uma palavra, uma atitude, um olhar ou um gesto semelhante pode tornar seu dia o melhor, e também torná-lo o pior, depende da maneira como são colocados, quando são colocados ou até mesmo por quem são colocados. Percebemos o quanto confiamos em pessoas que nos deixariam para trás, e do quanto desconfiamos de pessoas que correriam do nosso lado até o fim; ou também o quanto amamos pessoas que nos tratam com indiferença, e do quanto tratamos com indiferença as pessoas que realmente nos amam. Do quanto somos injustos com algumas pessoas, assim como algumas pessoas são injustas conosco. Sim, isso tudo não passa de um grande dilema, mas eu interpretaria mais como um desabafo.

texto escrito pelo
delicioso e solteiro Fernando Stocco (@feernandos), dono do blog delicia TheTiredThings escrito no dia 09/07/2010, às 01:19am. PAGUEM UM PAU!

Wednesday, 7 July 2010

Certas vezes acabo me deparando com o passado; é inevitável. E sempre que esbarro nele encontro diversas pessoas: as que foram; as que ainda estão aqui; as que me fizeram feliz; as que me fizeram chorar de rir; as que me fizeram rir pra não chorar; as que me fizeram simplesmente chorar; as que estavam indecisas em fazer-me rir ou chorar. e eu encontro uma pessoa em especial, uma que está em minha vida desde 1999; uma que tem um nome igual ao meu, haha; uma que é minha irmã, há três anos; uma que é especial desde sempre; uma que deixou muita saudade; uma que me ensinou que confiança é de cristal; uma que eu busco loucamente recuperar a amizade; uma que por mais que não tenha os mesmos sentimentos que eu, ainda é tão amada quanto sempre, quando sentia o mesmo tipo de amor por mim. sim, ela já recebeu um texto meu, ela já teve que ler tudo uma vez, mas não parecia o suficiente; não quando eu encontrei uma mostra tão grande do passado e tive que comparar com a do futuro. Dói. Perder um irmão dói. e a saudade dói tanto que chega a ser estranho e deslocado tendo toda a presença dela que encontra-se a meu lado. mesmo perto sinto distante demais, sinto saudades demais mesmo ela estando aqui.
é, irmã, eu sinto sua falta. e eu sinto falta da nossa amizade e eu não quero que seja como foi antes, quero que tudo seja melhor. O futuro sempre promete, espero que ele cumpra essa promessa.



Bárbara Ribeiro Maccarini, sim é para sempre

Friday, 25 June 2010

Essa dor é muito real. Ela esta muito presente para ser ignorada, para ser apagada pelo tempo. Ela me persegue com olhos famintos e garras prontas para me trucidarem. O buraco em meu peito cresce a cada respiração. Meus olhos já estão turvos e tudo parece-me borrado para ser reconhecido; me dói acreditar que escaparei com vida. Todos esses anos passaram de maneira insignificante, sem pausa alguma, sem mudança alguma. Sem cor alguma. Todos aqueles dias viraram uma recordação trôpega enquanto essa saudade é uma dor sóbria. Não há escapatória, não há possibilidade. O fim é certo, mas contradiz a vida. O fim está me aguardando numa esquina e cruzarei com ele muito em breve. Não sei dizer se me lamentarei ou irei agradecer. Será apenas o fim. Apenas.



E o céu permanecerá cinza.

Sunday, 20 June 2010

gostava de partir corações, tinha mentir como seu hobby, enganava por distração, prometia por diversão. atraia olhares, gritava sem se importar em seria ouvida, comprava discussões, repugnava ilusões. um riso sarcástico fazia parte de seu conjunto de ser, ignorava conselhos, mantinha crenças a distância. cantava músicas de outro mundo, o olhar frio congelava o sol, lágrimas não faziam parte do pacote. imaginava um mundo diferente, tinha os pensamentos em outra galáxia, esperava a música parar, a indiferença tomava conta de suas feições. as horas passavam sem que ela sequer notasse, sonhava com os olhos abertos, evitava sentimentos, pisava nas máscaras. deixava partir, pensava no estúpido amar, escutava o silêncio, se deliciava com a instabilidade, perdia rostos na multidão, encontrava conforto na solidão. os olhos secos mantinham a distância, fazia apaixonar, esquecia de voltar.

vivia sozinha;

Friday, 11 June 2010

Nem eu mesma tenho idéia do porque estou fazendo isso. Nem tenho sequer a mais remota ideia de para quem serão dirigidas minhas palavras. Não chego nem a sonhar em dar algum significado a essas palavras largadas em uma folha. Elas são simplesmente isso; palavras perdidas. Palavras que nada significam, nada dizem, nada são. É ridículo perder meu tempo com elas, mas parece-me ser inevitável. Elas vem com tamanha força que chega a ser vertiginoso. Escrevo-as sem vê-las ou lê-las ao final, pois conheço o resultado: Sem sentido.
Palavras não se encaixam a explosões, a vidas, a momentos desesperadores, a lágrimas, a risos, a tristeza, a dias felizes.
Mesmo, quem foi o idiota que as inventou sendo que elas para nada servem se nada realmente descrevem?

Thursday, 3 June 2010

O mundo é o mesmo, só há menos razões para se viver.
At World's end

Sunday, 30 May 2010

Quero viver o intenso da vida, e voar até a mais alta nuvem, tendo medo de altura. tenho sonhos que são impossíveis, e sonhos que eu jamais chegarei perto de sequer sonhar em realizar. vivo, deixo morrer, deixo partir, imploro pra voltar, sinto a sua falta. confiei e quis guardar os meus segredos para mim mesma, amei e me decepcionei, acreditei nas falsas promessas e tudo que restou de meu coração partido foram algumas lágrimas a mais, mais uma lição e mais uma esperança pra recomeçar. cresci e cresço ainda, perdendo você de mim, deixando que escape pelos meus dedos e que elas escorram por meus olhos. perco rostos na multidão, vejo alguém em ninguém, acredito no silêncio. aprecio mais que me escutem chorar do me digam conselhos inúteis, prefiro que me abracem forte do que me consolem, quero mais que me olhem de longe do que digam coisas ao pé do ouvido. prefiro a companhia da imaginação, do que da ilusão. Tão real minha ilusão. isso é tudo de mim e que nada significa pra você. é mais um sorriso perdido nas lágrimas inacabáveis do Universo. mais um sol e um luar, só uma folha a mais que cai, só mais um sopro do vento. uma confusão ilegível com olhos pasmos de espanto, com cabelos esvoaçantes dançando ao vento. a simples certeza de que se você dizer que em mim não dói, é sinal de que nunca viveu o suficiente para sofrer a decepção mais doce à amarga.

Friday, 21 May 2010

Na vida, conservamos muitos colegas. Ganhamos muitos amigos. Mas alguém para ligar, chorar e contar a qualquer hora só encontraremos um. Chamamos essa pessoa de melhor amiga. É aquele alguém que vai te ligar só pra te contar uma coisa boba ou pra fazer um desabafo daqueles que as lágrimas não resistem e se juntam; é aquele alguém que vai aceitar ir com você pra qualquer lugar, seja pro meio do mato, pra festa de uma tia, pra umlugar perfeito. e ainda sim, tudo será perfeito; é aquele alguém que todos os abraços não seriam suficientes, todas as mensagens, depoimentos, ligações, tardes, noites, saídas não bastariam para contar e viver tudo; nem todas as fotos e cartas demonstrariam uma união assim. laços como estes são vistos apenas por dentro; nem toda uma vida bastaria para rir com essa pessoa. Para rir e viver com essa melhor amiga.
Eu achei a minha. a minha melhor amiga. o meu porto seguro, o meu ponto de paz. Quilômetros de distância são uma barreira entre os abraços, as risadas, os desabafos, as notícias instantâneas, as fofocas, o apoio, o impedimento da dor, a razão da alegria, as noitadas que terminam com o sol raiando, os brigadeiros que não deram certo, as fotos mais perfeitas. E todos os milhares de quilômetros não me fazem querer desistir, querer esquecer, querer deixar de lado, querer encontrar um alguém aqui ao meu lado, querer só ir procurar quando preciso. Todos esses milhares de quilômetros me fazem ver o quão bom será quando eu puder te abraçar, puder te contar tudo cara a cara, puder passear com você, poder te consolar, poder estar ali. O tempo todo.
Melhor amiga não é uma coisa que simplesmente se diz, não é simplesmente um posto vulgarizado. Melhor amiga é tudo, sempre.



Dedicado a minha melhor amiga, Gabriela Salles. Simplesmente a pessoa mais importante de toda a minha vida. Eu te amo mais que tudo e nem mil anos me fariam te esquecer.

Wednesday, 19 May 2010

quero mais ''ois'' e menos tchau. quero mais pessoas que amem, quero mais conversas sem sentido. quero mais sorrisos, quero mais chuva, quero mais cabelo ruim. quero mais que tudo se exploda, quero ter quem eu amo perto de mim, quero mais abraços sinceros. Quero ver logo que esse papo de ser feliz demora muito e que o importante é agora, o que vem depois agente conserta. quero mais que eu seja a última a ser esquecida, quero que minha cachorra pare de roer meu lápis de olho, quero mais sol. quero menos trânsito, menos cabeça quente, mais noites de risadas. quero mais saídas com as amigas, quero mais ouvir um ''eu te amo'' sincero, quero nunca mais esquecer que vinho e cerveja juntos não dão certo. quero mais mentiras se forem sinceras, mais livros bons, mais amores impossíveis, mais convites para lugares bons. quero mais tempo, quero menos preocupação. quero deixar pra lá o papo de viver no outono e passar a ser feliz cada vez que essa idéia passar na minha cabeça. quero poder anotar que mais de seis doses de tequila não caem muito bem com segunda-feira. quero que o mundo pare de girar pra ter tempo de fazer tudo antes do pôr-do-sol. quero mais viver nessa loucura e largar a tela do computador em casa.

Tuesday, 11 May 2010

me sinto na necessidade de dizer, dizer para alguém, para ninguém, para algo. sinto que preciso gritar isso para alguém algum dia ouvir antes que eu exploda. eu preciso, preciso. para você não poderei falar. para meu melhor amigo nada poderei falar. porque ele não é mais meu melhor amigo, porque ele não faz mais parte da minha vida, porque ele não existe mais. porque o que nós tinhamos era tão fragil que se quebrou à um grito. tudo que sobrava do que um dia fora uma amizade fugiu correndo as brigas ridiculas que chegavam para ocupar seu lugar. tudo oque um dia foi minha vontade de resgatar o que sentíamos se esvaiu ao ver que eu me esvai da tua vida.
nada posso dizer, nada quero dizer, nada tenho a dizer. Nada. é só mais um fim.
só mais um.

Monday, 3 May 2010

Tudo o que você precisa saber é que às vezes, mas só às vezes, eu penso em você.
Às vezes eu me lembro da sensação do seu abraço, da segurança de seus braços me envolvendo, do carinho que dispunhamos um ao outro. Só às vezes eu te quero aqui comigo, eu te quero sendo meu, querendo fazer com que nos apaixonemos. Só às vezes eu nos desejo juntos.
Às vezes o sol também brilha...

Wednesday, 28 April 2010

6 feet undergrond

Há uma memória dentro da minha cabeça ...
Parece que uma parte de mim está morta.
Eu deveria salvá-lo.. mas eu quero ver você se afogar ...
Não há nada que você possa dizer ou fazer ...
As palavras não significam nada quando seus lábios estão azuis.

Eu amo você... agora que você está a seis metros de profundidade.

Monday, 12 April 2010

Meu dom é ser sozinha

Estou com saudade de alguém, só não sei de quem.
sim, deveria tentar descobrir.
deveria perguntar a mim mesma como posso sentir sua falta sem saber quem você é.
mas tenho medo das respostas,
tenho medo da saudade que vira do que nunca foi.
Acima de tudo, tenho medo de descobrir você
e te descobrir não sendo meu.