Thursday, 28 July 2011
E tudo acaba como um dia começou.
Saturday, 26 March 2011

O rímel sangra uma lágrima negra. Os olhos choram uma lágrima sangrada a rímel, marcada a ferro e fogo pela dor. Enquanto o peito explode o olhar deixa-se demonstrar toda a fraqueza tão bem incutida e disfarçada, tendo os telespectadores cansados do show e se refugiando-se em casa, onde domingos tediosos despertam-lhe maior interesse do que alguém que permitiu a máscara vir ao solo. O sol tenta fazer-lhe cerrar a tristeza, escondendo do mundo aquele tom indefinido, que beira um cinza, um castanho, um verde, que domina seus globos oculares afogados em lágrimas quentes. O mundo tenta fazer-lhe esconder-se, os olhos fechados, o coração sangrando, a alma aberta, a dor vazando, gotejando, pingando, obcena. O frio corta-lhe a pele como pequenas facas afiadas a cortarem a carne do pescoço do inimigo, vendo-o sangrar; o frio e a dor e a perda e o cansaço e a desesperança e o vazio a dilaceram enquanto ela destrói o mundo com milhares de céus enegrecidos. O tom alvo da pele contrasta como sangue e neve às suas manchas negras escorridas pela bochecha. O vazio a preenche enquanto ela desiste, e fecha os olhos, e seca as lágrimas, e vai embora.
Thursday, 3 February 2011

Haviam os pulsos finos, os cabelos ralos, os olhos tristes, os lábios secos. Havia a ausência, a cor, o cheiro, a dor. Havia a indiferença, a insustância, a tristeza, o auto-flagelo. Havia a decepção, a perseguição, a contagem, os riscos. Haviam os cortes, as mortes, a saudade, a necessidade. Havia o banal, o dispensável, o sangue, o perfume. Havia um desenho, um vermelho, um azul, um laranja. Havia uma vida a salvo.
Em seu pulso fino havia uma borboleta.
Wednesday, 12 January 2011
Monday, 29 November 2010
Não tinha percebido como seu cabelo estava opaco, sua pele translucida, seus olhos mortos. Ela estava vazia, oca. Quase podia ouvir o eco quando seu coração batia. Não lembrava-se de quando tinha-se deixado morrer. Em que espelho deixara perdida sua alma.
Sunday, 7 November 2010
Você cansa. Cansa das sensações, das lágrimas, das tentativas, do rabo entre as pernas, das mentiras, das saudades, do orgulho, do olhar de esguelha disfarçado, das patadas. Cansa de tentar aceitar tudo, de soluços secos, da indiferença. Cansa de estar cansado. Todo dia. Há tanto tempo. Cansa de desistir. Desistir e desistir repetidas vezes e voltar atrás todo maldito dia. Cansa de engolir as lágrimas, de acenar em concordância, da espera, da esperança, do relógio insistente, dos traços em conversas vazias, do silêncio, da falsa felicidade. Da falsa desistência.
E isso nunca pára. O relógio tique-taqueia e o tempo passa. E o “eu desisto. Adeus” fica pra amanhã.
Wednesday, 27 October 2010
Friday, 15 October 2010
Porque a noite já havia caído. Porque ela acreditava. Porque ele sabia disso. A lua inoportuna despontou no céu e iluminou seus olhos, fazendo-os faiscarem, como sempre foi; como deveria ser. E não importava o que deveria ter sido, porque hoje já não passava de nada mais do que a suposição do que teria sido uma certeza.
Friday, 24 September 2010
Porque enquanto eu souber que você chora ouvindo músicas, enquanto você se pegar olhando para fora da janela quando chove esperando ver um pontinho minúsculo de cabelos manchados e olhos marejados, enquanto você sentir frio com abraços antigos e estranhos, enquanto você sentir alguma coisa dentro do seu peito ardendo, chamuscando, queimando eu poderei saber que nada foi em vão. E que não é tarde demais
Sunday, 19 September 2010
Champagne and Cigarettes
Fui só mais uma folha que caiu; uma folha seca, gasta, que já deu tudo que poderia dar e fez tanto quanto lhe fora incubido. Só mais uma folha que um dia será tragada pela superfície e transformar-se-á em mais uma parte do solo em que você pisa, da base em que você se sustenta.
P.S.: É tarde demais. Desculpe.
Friday, 13 August 2010
Medo

É o medo que toma conta. É o medo que revira estômagos, bagunça mentes, bambeia pernas, faz suar as palmas da mão. É o medo que prevalece sempre, a qualquer hora, a qualquer circunstância. É ele que me toma, que faz-me querer voltar atras, faz-me querer fugir, faz-me querer admitir tudo quanto possível e irreal para escapar. É o medo, doce, palpável, irreal, presente. É o simples medo, o medo que tu me causas, o medo que eu me causo, o medo que me prende em mim. É o meu medo imaginário que me prendeu aqui distância e o seu medo concreto e real que fez-te correr de mim e deixar-me a criar raízes a sua espera. É o medo que embala as doces canções de ninar e põe-nos na inconsciência doce do sono infantil; é o medo que circula e encontra brechas para penetrar em todos meus pensamentos, falas e movimentos; é o medo que vivencio, que sinto, que admiro.
Sei que estou segura, mas o medo me fascina.
Monday, 26 July 2010
a saudade agora prevalecerá eternamente, pois não podemos viver o que já há muito está morto.
Wednesday, 21 July 2010
Friday, 9 July 2010
texto escrito pelo delicioso e solteiro Fernando Stocco (@feernandos), dono do blog delicia TheTiredThings escrito no dia 09/07/2010, às 01:19am. PAGUEM UM PAU!
Wednesday, 7 July 2010
é, irmã, eu sinto sua falta. e eu sinto falta da nossa amizade e eu não quero que seja como foi antes, quero que tudo seja melhor. O futuro sempre promete, espero que ele cumpra essa promessa.
Bárbara Ribeiro Maccarini, sim é para sempre ♥