Monday, 24 September 2012
Oh, the human being. We are so young. We were so young. We were so beautiful. So great. We were meant to be the world, but we got ourselves caught in tiredness and lonelissome yearns. We've lost our shining path by taking pills instead of chances, going to the red when it'd be the green, dancing in summer showers, dipping our swollen feet into translucent mud, digging into our own shit and, widening, madly, smiling, hoping. So, so tired of our own eyes and lamps and streets and no friends and lies and heavy, heavy dreams we play, we smoke, we drink, we go for a ride on the wild side. We go for pirouettes into life edges and we fall into eternity, widening, madly, smiling.
Oh, we're just so tired.
Wednesday, 25 July 2012
I'd rather life in an imoral world, fucked up 'till its top, but being in here, but being this. Fuck it. Fuck it all, fuck them all. Fuck normality. Where's the sweat? The blood? Fuck my imaginary life, with my imaginary perfect husband and my bastard children and high society meets. Fuck this crowd intoning my bogus name. I want pain and booze and drugs and thrill and bare feets and undressed souls and wearing out skeletons and whimpers and loud, loud music, so fucking loud that hurt my ears and knife my bosom, and long hair and tight clothes and vomit and honesty. I want to be alive.
Even if just for once.
Saturday, 21 January 2012
Saturday, 3 December 2011
Ela sorrirá. Ela irá te confundir, fará sua cabeça girar. Será irônica, mal-educada e desmanchará marcas de batom pela tua pele alva. Desviará os olhos dos seus, te encarará em silêncio, ignorar-te-á. Ela rirá alto, sorrirá de canto, arqueará uma sobrancelha. Instigar-te-á a desvendá-la e nunca o permitirá fazê-lo. As mãos delas encaixar-se-ão perfeitamente nas tuas, mas ela nunca deixará com que tu saibas. Ela não se apaixonará, não se encantará pelo teu sorriso, mas tu o farás. Você reparará no modo como seus cílios escuros projetam uma leve sombra sobre sua bochecha corada, como seus lábios movem-se ao falar, como a cor dos olhos parece contrastar com a pele clara, como sua risada faz surgir borboletas esvoaçantes em teu estômago, como seus olhos brilham e faíscam e sorriem enquanto ela observa os carros passarem rápidos abaixo de si, na tua varanda, com teu moletom, usando o teu sorriso. Ela terá um coração partido, remendado, um âmago vencido, uma maquiagem borrada, uma alma que só quer viver de presentes, e você a amará. Amarás a todas as remendas, as dores, os amores validados, as noites perdidas, os relógios sem horas, o cheiro inerte no pescoço, as marcas de batom, os sons, a respiração, o palpitar desenfreado pelo peito, a complexidade. A amará por querer consertá-la, por querer tornar as remendas em seu peito suficientemente perfeitas para que ela possa respirar. Consertará seus olhos tristes, suas faces, suas manias, suas mentiras. Caçar-lhe-á o olhar em meio à multidão e encontrará tanto de si, tanta complexidade, tanta semelhança, tanta dor, tantas sombras, tantas marcas, tantos remendos, e a amará, simplesmente. Talvez num dia de chuva, quisesse simplesmente entrar na vida dela, fazer amor com ela até que todas as nuvens sumissem do céu da Inglaterra, e foda-se. Talvez só quisesse fazê-la sorrir de verdade, numa manhã de domingo, com a tv desligada, onde nada pareceria pertencer àquele momento, onde toda a quietude seria quebrada por um mundo distante, desconectado, um bebê a chorar no andar de baixo, um carro freando bruscamente, um cachorro latindo. Talvez só quisesse perder-se em meio aos lençóis claros, rasgados, esquecidos. Talvez só quisesse perdê-la e tê-la no chão da sala, no quarto, na cozinha, na rua, no quintal. No coração. Talvez só a amará por tudo que ela não é e por tudo que sempre fingiu ser.
Thursday, 28 July 2011
E tudo acaba como um dia começou.
Saturday, 26 March 2011

O rímel sangra uma lágrima negra. Os olhos choram uma lágrima sangrada a rímel, marcada a ferro e fogo pela dor. Enquanto o peito explode o olhar deixa-se demonstrar toda a fraqueza tão bem incutida e disfarçada, tendo os telespectadores cansados do show e se refugiando-se em casa, onde domingos tediosos despertam-lhe maior interesse do que alguém que permitiu a máscara vir ao solo. O sol tenta fazer-lhe cerrar a tristeza, escondendo do mundo aquele tom indefinido, que beira um cinza, um castanho, um verde, que domina seus globos oculares afogados em lágrimas quentes. O mundo tenta fazer-lhe esconder-se, os olhos fechados, o coração sangrando, a alma aberta, a dor vazando, gotejando, pingando, obcena. O frio corta-lhe a pele como pequenas facas afiadas a cortarem a carne do pescoço do inimigo, vendo-o sangrar; o frio e a dor e a perda e o cansaço e a desesperança e o vazio a dilaceram enquanto ela destrói o mundo com milhares de céus enegrecidos. O tom alvo da pele contrasta como sangue e neve às suas manchas negras escorridas pela bochecha. O vazio a preenche enquanto ela desiste, e fecha os olhos, e seca as lágrimas, e vai embora.
Thursday, 3 February 2011

Haviam os pulsos finos, os cabelos ralos, os olhos tristes, os lábios secos. Havia a ausência, a cor, o cheiro, a dor. Havia a indiferença, a insustância, a tristeza, o auto-flagelo. Havia a decepção, a perseguição, a contagem, os riscos. Haviam os cortes, as mortes, a saudade, a necessidade. Havia o banal, o dispensável, o sangue, o perfume. Havia um desenho, um vermelho, um azul, um laranja. Havia uma vida a salvo.
Em seu pulso fino havia uma borboleta.
Wednesday, 12 January 2011
Monday, 29 November 2010
Não tinha percebido como seu cabelo estava opaco, sua pele translucida, seus olhos mortos. Ela estava vazia, oca. Quase podia ouvir o eco quando seu coração batia. Não lembrava-se de quando tinha-se deixado morrer. Em que espelho deixara perdida sua alma.
Sunday, 7 November 2010
Você cansa. Cansa das sensações, das lágrimas, das tentativas, do rabo entre as pernas, das mentiras, das saudades, do orgulho, do olhar de esguelha disfarçado, das patadas. Cansa de tentar aceitar tudo, de soluços secos, da indiferença. Cansa de estar cansado. Todo dia. Há tanto tempo. Cansa de desistir. Desistir e desistir repetidas vezes e voltar atrás todo maldito dia. Cansa de engolir as lágrimas, de acenar em concordância, da espera, da esperança, do relógio insistente, dos traços em conversas vazias, do silêncio, da falsa felicidade. Da falsa desistência.
E isso nunca pára. O relógio tique-taqueia e o tempo passa. E o “eu desisto. Adeus” fica pra amanhã.
Wednesday, 27 October 2010
Friday, 15 October 2010
Porque a noite já havia caído. Porque ela acreditava. Porque ele sabia disso. A lua inoportuna despontou no céu e iluminou seus olhos, fazendo-os faiscarem, como sempre foi; como deveria ser. E não importava o que deveria ter sido, porque hoje já não passava de nada mais do que a suposição do que teria sido uma certeza.
Friday, 24 September 2010
Porque enquanto eu souber que você chora ouvindo músicas, enquanto você se pegar olhando para fora da janela quando chove esperando ver um pontinho minúsculo de cabelos manchados e olhos marejados, enquanto você sentir frio com abraços antigos e estranhos, enquanto você sentir alguma coisa dentro do seu peito ardendo, chamuscando, queimando eu poderei saber que nada foi em vão. E que não é tarde demais
Sunday, 19 September 2010
Champagne and Cigarettes
Fui só mais uma folha que caiu; uma folha seca, gasta, que já deu tudo que poderia dar e fez tanto quanto lhe fora incubido. Só mais uma folha que um dia será tragada pela superfície e transformar-se-á em mais uma parte do solo em que você pisa, da base em que você se sustenta.
P.S.: É tarde demais. Desculpe.